sexta-feira, 19 de março de 2010

DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES ESPECIAIS

UTILIZAÇÃO DO BRAILLE

Discutir o sistema que Louis Braille legou à humanidade é, no meu entender, a melhor forma de homenagear o seu autor, na medida em que o seu invento continua a demonstrar uma grande actualidade e uma indiscutível vitalidade. De facto, depois da sua adaptação ao texto literário das diversas línguas e aos diferentes alfabetos, à matemática, à música, à química e ao xadrez, este sistema de seis pontos e sessenta e três símbolos ou combinações possíveis, consegue ter nos nossos dias, uma palavra séria a dizer no campo das novas tecnologias, mais precisamente, no da informática.

O domínio do Braille é extremamente importante, por isso, os professores devem incentivar e ajudar os seus alunos ao estudo e aperfeiçoamento deste. Dado que é através dele que vão tomando contacto com a estrutura dos textos, a ortografia das palavras e a pontuação. Além de ser fundamental para o estudo da Matemática e Física Química.

Os deficientes visuais de uma maneira geral não são motivados para a prática do Braille nem o conhecem em todas as suas modalidades.

Incapazes de ler a um ritmo satisfatório, não tiram proveito dos livros e manuais que já hoje têm ao seu dispor.

A falta de aprendizagem e treino reflecte-se também na escrita que é deficiente quanto ao Braille, e desconcertante quanto à ortografia relativamente a expressão em domínios específicos como a grafia matemática, fonética, etc.

O domínio aprofundado do Braille é uma condição de êxito sobretudo se o aluno não puder estudar com caracteres ampliados.

Para a criança cega, aprender a usar o Braille é uma das chaves que abre as portas para a comunicação com o mundo dos que têm visão.

O BRAILLE E AS SUAS APLICAÇÕES

O braille potencia decisivamente as capacidades de comunicação do deficiente visual, permite-lhe obter informação capaz de lhe manter os interesses que já possui ou incrementá-los.

Sabendo ler e escrever Braille o sujeito pode construir um novo círculo de amizades que lhe proporcionará um espaço de vivência muito gratificante e que contribuirá para o seu equilíbrio emocional.

O facto de o aluno ter sucesso na aprendizagem do Braille, só por si, funciona como reforço da sua auto-imagem e autoconsciência.

Com o conhecimento do Braille o aluno pode reencontrar ou descobrir o prazer da leitura, o qual será uma razão para ele acreditar na sua realização, mesmo sem ele ver.

Perceberá também que o Braille promove a sua independência em muitas circunstâncias e isto dá-lhe ânimo ao mesmo tempo que lhe reduz receios.

Na área da dactilografia os conhecimentos de Braille são úteis porque permite ao aluno fazer na máquina a transcrição de textos em Braille podendo realizar um trabalho prolongado sem ter de recorrer à sua inspiração para construir um texto, e que lhe diminuiria a concentração sobre o trabalho. Recorrendo ao Braille pode ainda o aluno tomar apontamentos relativamente ao funcionamento da máquina, aos esquemas necessários, à elaboração de endereços e mapas, que poderá consultar sempre que necessite.

Na orientação e mobilidade os conhecimentos de Braille são úteis porque possibilitam ao aluno a consulta de mapas, plantas topográficas e roteiros, alimentando desse modo a informação sobre o meio circundante que contribuirá para facilitar a realização de trajectos.

Com o auxílio do Braille o aluno pode identificar e organizar uma colecção de discos, cassetes, disquetes e revistas em tinta.

Utilizando a escrita Braille pode ainda elaborar uma agenda de contactos pessoais e dos serviços públicos relevantes.

Quando se passa para a aritmética há igualmente instrumentos de uso específico e cujo manuseio não é muito fácil exigindo portanto um domínio táctil grande. É ao cubarítmo que me estou a referir. Este instrumento é um tabuleiro rectangular dividido em quadrados dentro dos quais é possível introduzir cubos correspondentes aos algarismos que se pretendem escrever.

O Braille promove o desenvolvimento pessoal do deficiente visual que o aprende, porque o torna mais autónomo, diminui-lhe o isolamento social, enriquece-o culturalmente, permite-lhe a expressão de sentimentos e ideias. Permite também ao cego combater o isolamento social e a estagnação cultural.

Nos nossos dias com a vulgarização da informática o acesso dos deficientes visuais à informação escrita conheceu novas possibilidades. Uma vez introduzido o texto no computador o deficiente visual tem ao seu alcance toda a informação não gráfica disponível no ecrã, podendo fazer a sua leitura através da linha de braille, desde que domine o sistema Braille.

Conhecendo o Braille a criança deficiente visual com o braille.n print é possível escrever um texto e torná-lo imediatamente acessível a pessoas que não conhecem o Braille.

Esta potencialidade é extremamente útil para quem na sua actividade necessita de transformar em caracteres impressos em tinta os seus textos em Braille.

fonte:www.lerpraver acesso em 19/03/2010

O PROFESSOR DE BRAILLE E A CRIANÇA CEGA

O ensino do Braille requer que o contacto entre professor e aluno seja individualizado e próximo. Num contacto deste tipo o professor de Braille pode ser uma fonte de aconselhamento e suporte para o aluno, na medida em que o escuta quando, expressa sentimentos, lhe esclarece dúvidas e lhe regula expectativas relacionadas com a situação presente e futura.

Esta acção é importante porque diminui tenções emocionais, motiva o aluno para agir e contribui para que o mesmo não fixe para si, objectivos irrealizáveis, cuja não concretização lhe causaria frustrações, sempre limitativas de uma vivência satisfatória.

Da aprendizagem do sistema Braille até uma leitura destra, gratificante, há um longo caminho a percorrer. Pressupõem-se as bases de um bom ensino e muitas horas de prática para desenvolver até esse nível o sentido do tacto. Hoje em dia é preciso ter mais força de vontade e um gosto inato pela leitura táctil para nos disponibilizarmos assim para ela, resistindo ao apelo dos cada vez mais livros gravados, dos programas de rádio e televisão que agora nos entram em casa em catadupa, das novas tecnologias, dos trabalhos manuais menos exigentes em termos de concentração. Além disso, a leitura é uma actividade possessiva que nos subtrai ao ambiente circundante, que nos solicita por inteiro. Não nos entregamos a ela de bom agrado sem esperar contrapartidas que valham o que deixámos.

Aprendizagem da assinatura

DACTILOGRAFIA E ESCRITA A MÃO

A dactilografia, raramente incluída no currículo elementar das crianças com visão, é muito importante para as crianças cegas, caso se espere que comuniquem com o mundo dos que têm visão, pois um número muito pequeno de pessoas com visão consegue ler Braille. As crianças cegas devem aprender a usar a máquina de escrever comum tão cedo quanto possível. A escrita à mão é muitas vezes difícil, no entanto, deve-se incentivar a criança a assinar o seu nome.

A incapacidade de escrever o seu próprio nome é muitas vezes uma fonte de embaraço, e é por esse motivo que se enfatiza a aprendizagem da assinatura. A máquina de escrever tem tudo, mas não substitui recursos como guias de metal, necessários para ajudar a ensinar a escrita à mão.

terça-feira, 16 de março de 2010

APARELHO PERMITE A CEGO "ENXERGAR COM A LÍNGUA".


UOL
16/03/2010

Confira o vídeo com a reportagem

Equipamento está sendo testado nos EUA por ex-soldado britânico ferido no Iraque. O vídeo com a reportagem pode ser visto em

noticias.uol.com.br/ultnot/multi/?hashId=aparelho-permite-a-cego-enxergar-com-a-lingua-04029C3672C8C96326&mediaId=1692969


PÁGINAS INTERESSANTES


Bengala Branca: Empresa privada que tem como objetivo maior possibilitar aos deficientes visuais brasileiros acesso às novas tecnologias na área de informática a preços razoáveis para que possam participar da sociedade em igualdade de condições.

Bengala Legal: Página que aborda temas como a cegueira, diabetes, doença renal e transplante. Repleta de depoimentos bem interessantes.

COMPADRES - Conselho Mundial de Pais e Amigos do Deficiente Visual: É uma rede de informação e comunicação de pais e amigos do deficiente visual que visa ajudá-los a trabalharem juntos em prol da educação, reabilitação e plena integração/inclusão na sociedade.

Diário do Nordeste: Jornal de videntes, também editado em Braille pela Sociedade de Assistência aos Cegos - SAC. Um convênio firmado entre Diário do Nordeste e a SAC disponibiliza todos os dias as matérias do jornal especialmente formatadas para o Sistema DOSVOX.

Fênix - Produtos e Serviços p/ Cegos: Empresa privada que negocia material para deficientes visuais.

Fundação Dorina Nowill para Cegos: Promove o desenvolvimento pleno e a inclusão social de crianças, jovens e adultos com cegueira ou visão subnormal, através de programas de avaliação e diagnóstico, estimulação precoce, educação especial, reabilitação, produção e distribuição de livros e materiais especiais.

Instituto Benjamin Constant (IBC): Órgão do Ministério da Educação e do Desporto do Governo do Brasil, tendo suas ações destinadas às questões relacionadas à Deficiência Visual. Fundado em 1854, foi a primeira instituição de educação especial da América Latina.

Lar das Moças Cegas: Instituição particular de natureza filantrópica, fundada em 1943 que desde 1988 começou a receber também Deficientes Visuais do sexo masculino. Mantém o Centro de Educação e Reabilitação para Deficientes Visuais, tornando-se um órgão independente e respeitado pelos seus serviços.

Laramara: Associação Brasileira de Assistência ao deficiente Visual. Centro de referência nacional para habilitação, reabilitação e inclusão da pessoa com deficiência visual.

Ler para ver: Tem muitas informações úteis, como: informática para deficientes visuais, downloads de programas, ligações para o mundo, e uma secção muito interessante, "os nossos amigos" com textos da autoria de diversas pessoas e muitas outras coisas.

Multiplano: Matemática para Portadores de Necessidades Especiais. É um recurso que permite com que a pessoa cega construa as Operações Matemáticas, Gráficos, Equações e também estude Geometria e Polinômio com rapidez e segurança. É importante ressaltar que facilita com que o Deficiente Visual estude matemática lado a lado com o vidente.

O Povo: Jornal de videntes, também editado em Braille pela Sociedade de Assistência aos Cegos - SAC. Com mais de 70 anos está sempre inovando. É um grande amigo das pessoas com necessidades especiais.

Olho Vivo: Bela exposição de FOTOS que objetiva fazer uma HOMENAGEM ÀS PESSOAS CEGAS, mostrando o alto grau de independência e eficiência a que podem chegar, através do processo educacional e da capacitação profissional a que tiverem acesso.

Projeto DOSVOX: Destinado a auxiliar o deficiente visual a fazer uso de microcomputadores da linha PC, através do uso de sintetizador de voz. Desenvolvido na UFRJ.

Rádio DOSVOX: não é verdadeiramente uma rádio, no sentido em que não existe uma difusão através de ondas hertzianas. É apenas um lugar onde programas importantes, de interesse especial pelo público deficiente visual, são armazenadas ou referenciados. A Rádio é mantida pelo NCE/UFRJ - Projeto DOSVOX. Para ouvir a Rádio DOSVOX use o Real Player, clique aqui.

Rede SACI: Solidariedade Apoio Comunicação e Informação, atua como facilitadora da comunicação e da difusão de informações sobre deficiência, visando estimular a inclusão social, a melhoria da qualidade de vida e o exercício da cidadania das pessoas portadoras de deficiência.

domingo, 7 de março de 2010

BAIXA VISÃO



Qualquer pessoa com visão reduzida não-corregível é considerada como sendo deficientes visuais, e pode ter um vasto leque de causas. A Organização Mundial de Saúde usa as seguintes classificações de deficiência visual. Quando a visão no melhor olho com a melhor correção é possível com uso de óculos:
  • 20/30 a 20/60 : é considerado leve perda de visão, ou próximo da visão normal
  • 20/70 a 20/160 : é considerada baixa visão moderada, baixa visão moderada
  • 20/200 a 20/400 : é considerado grave deficiência visual, baixa visão grave
  • 20/500 a 20/1000 : é considerado visão profunda, baixa visão profunda
  • Inferior a 20/1000 : é considerado quase total deficiência visual, cegueira total ou quase
  • Nenhuma Percepção da luz : é considerada total deficiência visual, cegueira total

Existem também os níveis de deficiência visual baseado na perda do campo visual (perda de visão periférica).

Em Acuidade visual existe mais informações e consulta do gráfico internacional de acuidade visual

Nos Estados Unidos, qualquer pessoa com a visão que não possa ser corrigida para melhor que 20/200 no melhor olho, ou tenha 20 graus (diâmetro) ou menos de campo visual é considerado como "legalmente cego" ou elegíveis para deficiência e classificação possível na inclusão de certos programas governamentais.

Magnitude da deficiência visual

  • A nível mundial, em 2002 mais de 161 milhões de pessoas ficaram deficientes visuais, dos quais 124 milhões de pessoas tinham baixa visão e 37 milhões eram cegos. No entanto, por alguns erros cometidos algumas causas para a deficiência visual não foram incluídas, o que implica que a real magnitude global da deficiência visual é maior.
  • A nível mundial, para cada pessoa cega, uma média de 3,4 pessoas têm baixa visão, com o país e a variação regional variando de 2,4 a 5,5.

Patologias na Acuidade visual, que podem causar perda de visão

Em comparação com as estimativas dos anos de 1990, novos dados baseados na população mundial em 2002 mostram uma redução no número de pessoas cegas, com problemas de visão, e aqueles que são cegos devido aos efeitos das doenças infecciosas, mas existe um aumento do número de pessoas que estão relacionados com a ocultação das condições de vida desde muito tempo. Esta nova informação sublinha a necessidade de alterar a agenda de saúde para incluir a gestão das doenças que estão agora tornando-se predominantesDistribuição da deficiência visual

Por idade: As Deficiências visuais estão distribuída desigualmente e em todas as faixas etárias. Mais de 82% das pessoas que são cegas possuem 50 anos ou mais, embora representem apenas 19% da população do mundo. Devido ao número esperado de anos vividos em cegueira (anos de cegueira) a cegueira infantil continua a ser um problema significativo, com um valor estimado em 1,4 milhões de crianças cegas abaixo de 15 anos.

Por gênero: lol indicam que de forma consistente e em todas as regiões do mundo, e em todas as idades, as mulhres têm um risco significativamente maior de serem deficientes visuais que os homens. Geograficamente: A Deficiência visual não está distribuída uniformemente em todo o mundo. Mais de 90% dos deficientes visuais do mundo vivem em países em desenvolvimento.

FONTE:Wikipédia.

sexta-feira, 5 de março de 2010

PESSOAS COM CEGUEIRA TOTAL CONSEGUEM VER COM SISTEMA DE IMPLANTE DE ELETRODOS

OITO PESSOAS CEGAS TOTAIS, CONSEGUEM VOLTAR A VER COM AJUDA DE INPLANTE DE ELETRODOS.

O
Dr. William H. Dobelle comunicou hoje que oito novos pacientes se submeteram ao implante de uma série de eletrodos de platina nas áreas do córtice visual em ambos lados do cérebro e conseguiram uma acuidade visual estimada em cinco vezes o nível de um paciente que foi avaliado dois anos atrás com o primeiro sistema móvel de visão artificial. Com a segunda geração do sistema, os pacientes têm um campo de visão muito mais amplo, podem detectar e seguir movimentação de uma maneira muito melhor do que o sistema original possibilitava, e, mais importante ainda, podem distinguir as bordas de objetos livre das obstruções de fundo. "Esta segunda geração do nosso dispositivo oferece um grau de visão funcional que pode possibilitar a mobilidade independente para uma pessoa cega numa ampla extensão de atividades práticas", disse o Dr. Dobelle.

Na primeira geração do sistema, os eletrodos eram implantados apenas no hemisfério direito do cérebro. O Dr. Dobelle relatou sobre a segunda geração do sistema na quadragésima oitava reunião anual da Sociedade Americana Para Órgãos Internos (The American Society For Artificial Internal Organs - ASAIO). No Sistema de Visão Artificial Dobelle, que reflete mais de trinta anos de trabalho de desenvolvimento, uma câmera de televisão em miniatura, montada na lente dos óculos de sol do paciente, envia imagens para um microcomputador usado num cinto ao redor da cintura. O microcomputador processa os dados e envia sinais para um estimulador e então para os eletrodos ao cérebro através de cabos percutâneos que conectam o sistema. "Com esta nova geração do sistema, os pacientes podem ver aproximadamente cinco fosfenos (minúsculas rajadas de luz) a mais do que era conseguido com o primeiro sistema", disse o Dr. Dobelle. "Seu campo de visão foi expandido de um túnel estreito (8 X 2 polegadas) no primeiro sistema, para 22 X 14 polegadas na geração nova do sistema. Eles podem ver e acompanhar movimentação com uma acuidade muito maior e o sistema oferece a "detecção das bordas", tornando possível distinguir, por exemplo, um homem com roupas em cor opaca em pé contra um fundo de cor clara. Como resultado, dois dos pacientes já puderam dirigir um veículo, manobrando ao redor de objetos num estacionamento privado. Paralelamente, quatro dos pacientes já puderam ver fosfenos coloridos".
Todos os pacientes perderam a visão devido a trauma e nenhum deles era candidato à implantes de retina. O Dr. Dobelle estimou que provavelmente menos de cinco por cento das pessoas cegas são candidatas à implantes de retina, porém que virtualmente todas as pessoas cegas podem ser candidatas a um sistema de visão artificial que depende da estimulação do córtice visual. Os pacientes estavam cegos por períodos variando entre dois e 57 anos por ocasião da cirurgia, com idades variando entre 27 e 77 anos de idade. Um paciente, cego desde o nascimento em um olho, perdeu a visão no outro olho com 45 anos de idade. Um segundo paciente - com setenta e sete anos por ocasião da cirurgia - perdeu a visão em ambos olhos num ataque morteiro durante a II Guerra Mundial. Ambos pacientes viram "fosfenos normais". De acordo com o Dr. Dobelle, estes casos sugerem que a idade do paciente ou o período de cegueira não representam contra-indicação para a cirurgia.
Todos os implantes cirúrgicos foram efetuados no CUF Hospital em Lisboa, Portugal pelo Dr. João Lobo Antunes, MD, que é chairman do Departamento de Neurocirurgia na Universidade de Lisboa, juntamente com o Dr. John T. Girvin, MD, que é dirigente de neurocirurgia no King Faisal Specialist Hospital em Jeddah, Arábia Saudita. Ambos, o Dr. Antunes e o Dr. Girvin, têm trabalhado no projeto com o Dr. Dobelle por mais de 25 anos.

fonte:PR Newswire